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O privilégio de ser um universitário evangélico no Brasil

Já são mais de 8 milhões de universitários em nosso país. Um número que impressiona, pensando que no início deste século eram apenas cerca de 2,7 milhões. Mas, diante de mais de 200 milhões de habitantes no Brasil, a população universitária é de apenas 4%. Estar dentro de uma universidade diante desta realidade é um privilégio.

Neste mesmo período, o número de evangélicos também cresceu bastante. Já são hoje cerca de 60 milhões de pessoas ou 29% da população que se declara evangélica. Em dez anos, o número de evangélicos cresceu mais de 60%. Este número também impressiona, mas sabemos que dentro deste contingente há pessoas que se declaram evangélicos praticantes e outros que se declaram evangélicos não praticantes! E mesmo os declarados praticantes, sabemos que muitas de suas práticas não são verdadeiramente evangélicas. Não há pesquisas que mostrem a quantidade de evangélicos universitários no Brasil, mas dá para se imaginar, diante deste quadro, que não são muitos. Por isso é um grande privilégio ser um universitário evangélico em nosso país. Além do mais, sabemos que só conhecemos a Cristo, porque Ele nos salvou, mediante sua própria graça (Efésios 2.8,9). Não há nenhum mérito em nós mesmos. Para o homem é impossível ser salvo, mas para Deus todas as coisas são possíveis, e Ele nos salvou! Vejam como é grande o amor que o Pai nos concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! ” (1 João 3:1).

O número de universitários é somente um pouco maior do que os 7 milhões que passam fome hoje no Brasil. Ou, pasmem, o número de universitários é um pouco menor dos 8,5 milhões de pessoas extremamente pobres que existem hoje no Brasil. 8,5 milhões de pessoas com uma renda familiar per capita de míseros 70 reais por mês! Já os que vivem com cerca de 140 reais por mês, os moderadamente pobres, são 19,8 milhões de pessoas, mais do que o dobro da população universitária! Moderadamente pobre é um termo utilizado pelos pesquisadores e talvez o termo “moderadamente” tire um pouco do enorme peso desta situação, mas experimente viver um mês com apenas 140 reais por mês e veja quão terrível é esta situação. Muitos universitários recebem bolsas de iniciação à pesquisa e recebem 400 reais mensais, valor quase seis vezes a mais do que os 70 reais que as pessoas que estão abaixo da linha da pobreza têm para comer, se vestir, se locomover, etc.

Além de tudo isso, o universitário tem um período de 4 ou 5 anos legitimado pela sociedade como um tempo para a sua exclusiva formação. Em um país como o nosso, com tantas desigualdades e anomalias, ter este tempo de formação universitária é um grande privilégio. Sem contar os muitos que têm ingressado em mestrado e doutorado e prolongam muito mais ainda este tempo.

Diante deste quadro (muitos outros dados poderiam ser citados aqui), já dá para perceber o grande privilégio de ser um universitário alcançado por Cristo no Brasil. Por isso, cito a pergunta e a resposta do salmista: “Como posso retribuir ao Senhor toda a sua bondade para comigo? Erguerei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. ” (Salmo 116.12,13). Que Deus toque no coração de cada universitário evangélico em nosso país para que perceba o grande privilégio que é ser um filho de Deus fazendo um curso universitário e que sua resposta a esse grande privilégio seja anunciar a Cristo neste meio, invocando Seu nome, vivendo para Ele em todo o tempo! (I Co. 10.31; II Co. 5.15). Minha oração também é para que as igrejas evangélicas de nosso país com seus líderes apoiem, ajudem e deem todas as condições para que este jovem universitário evangélico vivencie sua fé de maneira sadia neste importante período de suas vidas.

 

Maurício Jaccoud da Costa, pastor e missionário da Cru Campus (www.cru.org.br) atuando na evangelização de universitários. Doutorando em Teologia pela PUC-Rio pesquisando a vivência do jovem universitário evangélico. Casado com Caroline há dez anos. Membro da Igreja Batista Vila Sete, Maringá – PR.

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